quinta-feira, 16 de dezembro de 2004



Vivemos um sonho? Um dia... um ano?!
O que vivemos realmente? Nossas emoções? Um faz-de-conta?
Nossas expectativas? Até aonde nós, seres humanos, somos capazes de enfeitar esse cenário a ponto de chamá-lo de sina ou vida?

Não vivemos o agora... Vivemos um misto constante de passado-presente-futuro que nos perturba, tira nosso sono. Pelo menos eu.

Recordo que os momentos mais felizes e intensos da minha vida foram aqueles em que vivi só o momento. Aqueles que me entreguei de corpo e alma, sem pensar no passado ou futuro, pensando apenas no agora em questão. Mas cá estou eu vivendo o passado de novo.

Nascemos e vivemos para sermos felizes?

O sentimento de que tenho menos do que mereço é o que me faz buscar cada vez mais.
Também tive momentos de forte alegria porque acreditava ser motivo de estar alegre. Quantas vezes nos fazemos isso...?

Felicidade é praticamente uma questão de convencimento, e a única forma de vivê-la, senti-la, é nos convencendo de que nascemos para sermos felizes, buscando seja lá o que acreditamos como foco de felicidade.

Tudo isso por causa de uma placa de caminhão...
“O choro pode durar uma noite inteira, mas o sorriso vem com o nascer do sol.”

sábado, 4 de dezembro de 2004

Tem semanas que nossa cabeça não para de trabalhar. O organismo reage mesmo sem estar fatigado. Nosso corpo fica como se estivesse dopado. As juntas que estavam acostumadas a batalhas e suor deram lugar à inércia e cobertores. O Sol costumava sempre acompanhar tornando mais quentes os dias, e como se estivesse escrito no meu destino a semana foi chuvosa. Mais uma fase difícil.

+ + +

Tive calafrios, dores no corpo, enjôo.

Mesmo sem muito contato estou sentindo falta de uma pessoa e tanto. Alguém que deve ter chegado no céu reclamando o seu direito de receber asas maiores como todos os anjos, mesmo sendo pequenininho. Sei que o fato de um "vôo" tão prematuro tornará a vida de algumas pessoas menos colorida, afinal essa "criatura" representava mudança, estimulo. Mas seu exemplo de "ser" está marcado em minha lembrança, e uma lágrima sempre será capaz de ter logo logo um sorriso como companhia.

Saudades cara!

segunda-feira, 22 de novembro de 2004

A fase é aterradora. A quantidade de coisas que poderia estar escrevendo está além da disponibilidade física.

Temas, inspirações dançam na minha cabeça.
Seria tão fácil fechar os olhos e transcreve-las como meu par nessa dança, ou invés de apenas tê-las na forma de assombrações e pesadelos.

A questão é que a própria palavra esta perdendo seu significado. Estou sem rumo mais uma vez...

domingo, 24 de outubro de 2004

"Olhe para meu Reino. Cada km milimetricamente conquistado com muito suor. Minha fúria mesmo adormecida é capaz de estremecer esse solo. Sua reverência exagerada me incomoda. Até dentro de meus domínios tenho regras, todas impostas por leis criadas pelas mesmas divindades que me protegem, por isso as respeitarei. Mas não me venha com novidades... veio aqui para morrer como qualquer outro.

Sua euforia me diverte. Seu nítido descontrole tentando passar para seus fãs calma e retidão, e por detrás das cortinas... o mesmo sentimento do coelho acuado pelo lobo. Eu sinto... eu farejo.

Você tombou, tudo uma questão de tempo. Aceitando sua derrota ou não, ela foi e SERÁ sua SINA!"


- Meu Território
É assim que funciona. Escolha seu par e dance, buscando sempre dançar conforme a música. Por muito tempo dancei virado para parede, mesmo quando não estava sozinho. Atualmente a parede deixou de ser meu par, e por maiores que sejam os problemas, melhor passar por eles acompanhado.

"oh lordy, trouble so hard
oh lordy, trouble so hard,
don't nobody know my troubles but God
don't nobody know my troubles but God"
- Natural Blues, Moby

quarta-feira, 20 de outubro de 2004

O Guardião

Certo dia, num mosteiro zen-budista, com a morte do guardião, foi preciso encontrar um substituto. O grande Mestre convocou, então, todos os discípulos para descobrir quem seria o novo sentinela. O Mestre, com muita tranqüilidade, falou:
- Assumirá o posto o monge que conseguir resolver primeiro o problema que eu vou apresentar.

Então ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo. E disse apenas:
- Aqui está o problema!

Todos ficaram olhando a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro! O que representaria? O que fazer? Qual o enigma? Nesse instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e... ZAPT! Destruiu tudo, com um só golpe. Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o Mestre disse:
- Você é o novo Guardião.

+ + +

Recebi esse texto hoje. Num bom momento admito. A pessoa que me enviou esse conto disse que ao lê-lo, surgiu a minha imagem na sua mente. Mais do que ter seus valores reconhecidos, é ser lembrado. Ainda mais em questões tão virtuosas, mesmo que as vezes um pouco equivocada. Fiquei lisonjeado.

No fundo gostaria de ser como tal Guardião. Acho perfeito.

Porque sei que não sou? Não teria coragem de cortar minha própria espada.

quarta-feira, 13 de outubro de 2004

Espírito.

Temos que ter muita força dia após dia. Construímos nosso próprio caminho, inclusive os obstaculos. Aprendi q nossas limitações são resultado as vezes de nossa própria pespectiva. Caso lidere ou comece a fazer algo, comece mostrando o verdadeiro caminho... aquele com obstáculos pequenos e facilmente destrutivos... Nao se esquecendo nunca de apontar o pote de ouro no final deste.

Quando temos um objetivo firme podemos caminhar na água.

A palavra espírito para mim, representa fé.