quarta-feira, 12 de março de 2008

Recebi isso.


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Assunto: Carta de petroleiro da P-18 a Pedro Bial do BBB da Globo !

Carta ao Sr Pedro Bial. ( Acidente na P-18)

Prezado Senhor Pedro Bial Digníssimo Jornalista, apresentador da Rede Globo de Televisão.

Confesso Sr.Bial que não sou espectador do programa o qual o senhor apresenta. Talvez para felicidade da minha cultura e para infelicidade do índice de audiência, ao qual seu programa está atrelado. Mas, tive durante um dia desses, num dos raros casos fortuitos que o destino apresenta, a oportunidade de, por alguns minutos, apreciar o tão falado Big Brother Brasil, o BBB.

Para minha surpresa, durante uma ou duas vezes o senhor, ao chamar os participantes para aparecerem no vídeo o fez da seguinte maneira:

- Vamos agora falar com nossos heróis!

De imediato tive uma surpresa que me fez trepidar na cadeira.

Heróis????

O senhor chama aqueles que passam alguns dias aboletados numa confortável casa, participando de festas, alguns participando até de sessões de sexo sob os ededrons, falando palavras chulas e no fim podendo ganhar um milhão de reais, de heróis?

Pois bem Sr. Pedro Bial, eu trabalho numa Plataforma Marítima que se localiza a aproximadamente 180 km da costa brasileira e contribuimos, mesmo modestamente, para que o nosso País alcançasse a auto-suficiência em petróleo e continuamos lutando, todos nós, para superar esse patamar.

Neste último dia 26 de Fevereiro presenciamos um acidente com um dos helicópteros que faz nosso transporte entre a cidade de Campos e a Plataforma. As imagens que ficaram em nossa mente Sr. Bial, irão nos marcar para o resto das nossas vidas. Os seus "heróis" Sr Bial, são meros coadjuvantes de filmes de segunda categoria comparados com os atos de heroísmos que presenciamos naquele momento.

Certamente o Senhor como Jornalista que é, deve estar a par de todo o acontecido. Mas sei que os detalhes o Sr. desconhece.

Pois bem, perdemos alguns colegas. Colegas esses, Sr Bial, que estavam indo para casa após haver trabalhado 15 dias em regime de confinamento.

Não o confinamento a que estão sujeitos os seus "heróis", pois eles têm toda uma parafernália de conforto, segurança e bem estar, que difere um pouco da nossa realidade. Durante esse período de quinze dias esses colegas falaram com a família apenas por telefone. Não tiveram oportunidade de abraçar seus filhos, de beijar suas esposas, de rever seus amigos e parentes... Logo após decolar desta Plataforma com destino a suas casas o helicóptero caiu no mar ceifando suas vidas de modo trágico e desesperador.

E seus "heróis" Sr Bial, a que tipo de risco eles estão expostos? Talvez aos paredões das terças-feiras, a rejeição do público, a não ganhar o premio milionário ou a não virar a celebridade da próxima novela das oito.

Os heróis daqui Sr Bial foram aqueles que desceram num bote de resgate, mesmo com o mar apresentando um suel desafiador. Nossos heróis Sr. Bial desceram numa baleeira, nossos heróis foram os mergulhadores, que de pronto se colocaram à disposição para ajudar, mesmo que isso colocasse suas vidas em risco. Nossos heróis Sr. Bial, não concorrem ao Premio de um milhão de reais, não aparecem na mídia, nem mesmo os nomes deles são divulgados. Mas são heróis na verdadeira acepção da palavra. São de carne e osso e não meros personagens manipulados pelos índices de audiência. Nossos heróis convivem aqui no dia-a-dia, sem câmeras, sem aparecerem no Faustão ou no Jô Soares. Heróis, Sr Bial são todos aqueles que diariamente, saem das suas casas, nas diversas cidades brasileiras, chegam à Macaé ou Campos e embarcam com destino as plataformas marítimas, sem saber se regressarão as suas casas, se ainda verão seus familiares, ou voltarão ilesos, pois tudo pode acontecer: numa curva da estrada, num acidente de helicóptero, no vôo comercial de regresso a sua cidade de origem....

Não tenho autoridade suficiente para convidá-lo a conhecer nosso local de trabalho e conseqüentemente esses nossos heróis, mas posso lhe garantir Senhor Bial, que caso o Sr estivesse presente nesta plataforma durante aquele fatídico acidente seu conceito de herói certamente seria outro.


Carlos Augusto Lordelo Almeida.

Técnico de Segurança - Plataforma P-XVIII

Em memória dos colegas: Durval Barros Adinoelson Gomes Guaraci Soares


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Humildemente, retiro meu chapéu. E deixo na altura de meu peito.
Solenemente a verdadeiros heróis.



domingo, 2 de março de 2008



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Voltando as origens... Ao invés de trilhar o caminho...
Agora Percorro o caminho.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Tome cuidado com suas mãos.
Crescemos muitas vezes nos protegendo com espinhos. Observe que são folhas como qualquer outra, porém, especializadas em ferir.

Tome cuidado com suas palavras.
Mesmo que momentaneamente ditas com estupidez ao vento, este não é capaz de levá-las a não ser que ele seja a única testemunha.

Tanto mãos quanto palavras tem o poder de esmagar... por exemplo, sementes.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

A busca e o caminho

- Estou disposto a largar tudo. Por favor, me aceite como discípulo.
- Como um homem escolhe seu caminho?
- Pelo sacrifício. Um caminho que exige sacrifício é um caminho verdadeiro.
O abade esbarrou numa estante. Um vaso raríssimo despencou e o jovem atirou-se no chão para agarrá-lo. Caiu de mal jeito e quebrou o braço, mas conseguiu salvar o vaso.
- Qual o maior sacrifício: Ver o vaso espatifar-se ou quebrar o braço para salva-lo?
- Não sei.
- Então não tente orientar sua escolha pelo sacrifício. O caminho é escolhido por nossa capacidade de nos comprometer com cada passo que damos enquanto o percorremos.


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"Perfect... They are all... perfect..."
- Katsumoto [With his dying breath]

sábado, 5 de janeiro de 2008

“Espírito fraco?! O que é capaz de determinar sé essa força mística é poderosa ou fraca? Um cara e coroa? Regularmente julgamos ou menosprezamos semelhantes com essa visão. Mais uma vez pergunto: O que achamos que somos? Às vezes projetamos erroneamente nossas certezas incertas nos semelhantes dando a eles essa característica. Porque isso acontece? Geralmente surge quando existe qualquer ato que somos incapazes de entender. Aprendi muito com a passagem de hoje. Apesar de ser muito difícil entregar os pontos, estou aprendendo que mantê-los, mesmo que por direito, às vezes é mais doloroso. A hora de lamber as feridas mais uma vez chegou... Mas dessa vez, as feridas são apenas físicas. Certamente sumirão rapidamente com o tempo.”

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Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio.

Foi então a margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou. Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.

- Mestre, deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!

O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:
- Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha.

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O que dizer sobre isso?
Vivemos entre cobras e escorpiões. Preste sempre MUITA atenção.
Certos venenos, tem o poder até de mudar sua natureza.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Duas hoje... dum lugar trancando a sete chaves.

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“Sabemos muito sobre o silêncio. Ele diz muito mais do que as palavras. Atitudes de silêncio estão entre as maiores forças que podemos dominar. Ela existe sem a sua presença e quando esta contigo é capaz de fazer com que as pessoas pensem. Pessoas de bem.”

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“Quebre a normalidade. Ataque quando expirar. Inspire no choque. Se fizer isso bem, após um grito longo atacar, seu oponente não entenderá do que você é feito.”

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Se isso serve pra você eu não sei...
Mas... pense comigo... Precisa servir?

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Navegando na escuridão, lar que adoro reconstruir para aperfeiçoar a visão, li um fragmento... retalhado... estilhaçado... “...entendendo que a Lealdade, bela palavra, independente de qualquer época ou civilização, tem a ver com a FÉ, e não com a virtude.”

E o que seria a virtude além de uma boa qualidade moral? Talvez a mera disposição habitual para a pratica do bem?

Sabemos que Lealdade é conquistada. Provada dia-a-dia. A Fé não é justificada, apenas existe. Um trovador melancólico é capaz de brincar com essas palavras, e até mesmo faze-lo acreditar que é vítima delas.

Lealdade é SINCERIDADE. Não é cega. Leal é aquele que se discorda, diz que discorda, aonde e porque. E nem por isso deixa de segui-lo ou torna-se desleal. Não é aquele que fala “amém” (percebam a fé mais uma vez) e vai seguindo atrás. A fé é inquestionável... portanto, achar que quem não foi leal foi porque não teve fé, é tornar-se DEUS.

A lisura do CARÁCTER está na LEALDADE. Lealdade emana de quem é leal... e quem é leal é franco, honesto... Mas para esse “trovador melancólico” ser leal significa aplaudir suas músicas... a lealdade emana apenas de sua platéia iludida... iludida por uma arte de “iguarias raras” e “secretas”... praticamente DIVINAS.

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Nossa mente é poderosa. Para todos chega o momento da avaliação. Até mesmo para quem acha que trilha o caminho da lealdade, dedicando-se constantemente, vai bater de frente com a VERDADE, e se não for FÉ, analisará cada fato friamente. E aí terá duas escolhas: Dizer amém ou ser sincero.