segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Dois fragmentos.
Conselho: não mergulhe muito fundo...

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Fernando Pessoa, - Fragmento 46 - Livro do Desassossego
"Releio passivamente, recebendo o que sinto como uma inspiração e um livramento, aquelas frases simples de Caeiro, na referência natural do que resulta do pequeno tamanho de sua aldeia. Dali, diz ele, porque é pequena, pode ver-se mais do mundo do que da cidade; e por isso a aldeia é maior que a cidade...
"Porque eu sou do tamanho do que vejo E não do tamanho da minha altura."
Frases como estas, que parecem crescer sem vontade que as houvesse dito, limpam-me de toda a metafísica que espontaneamente acrescento à vida. Depois de as ler, chego à minha janela sobre a rua estreita, olho o grande céu e os muitos astros, e sou livre com um esplendor alado cuja vibração me estremece no corpo todo.
"Sou do tamanho do que vejo!" Cada vez que penso esta frase com toda a atenção dos meus nervos, ela me parece mais destinada a reconstruir consteladamente o universo. "Sou do tamanho do que vejo!" Que grande posse mental vai desde o poço das emoções profundas até às altas estrelas que se reflectem nele e, assim, em certo modo, ali estão.
E já agora, consciente de saber ver, olho a vasta metafísica objectiva dos céus todos com uma segurança que me dá vontade de morrer cantando. "Sou do tamanho do que vejo!" E o vago luar, inteiramente meu, começa a estragar de vago o azul meio-negro do horizonte.
Tenho vontade de erguer os braços e gritar coisas de uma selvageria ignorada, de dizer palavras aos mistérios altos, de afirmar uma nova personalidade larga aos grandes espaços da matéria vazia.
Mas recolho-me e abrando-me. "Sou do tamanho do que vejo!" E a frase fica sendo-me a alma inteira, encosto a ela todas as emoções que sinto, e sobre mim, por dentro, como sobre a cidade por fora, cai a paz indecifrável do luar duro que começa largo com o anoitecer."

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Fernando Pessoa, - Fragmento 39 - Livro do Desassossego
"Pesa-me, realmente me pesa, como uma condenação a conhecer, esta noção repentina da minha individualidade verdadeira, dessa que andou sempre viajando sonolentamente entre o que sente e o que vê."

domingo, 23 de agosto de 2009

Oração a São Jorge

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.

Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.

Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

São Jorge Rogai por Nós.

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Adoro essa oração...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Na floresta, me achei.

Muitas vezes precisamos andar por caminhos perigosos. As vezes para ter saudade da paz, outras para completar nossa ânsia por ser maiores. Acredito que a busca por obstáculos está no nosso sangue, é muitas vezes preferimos chamar isso de intuição.

Preencho essa página com resultados de uma avaliação constante. Meus atos conflitantes com as virtudes exaltadas pelos homens são reconhecidos dia após dia. E porque na floresta? Seu silencio combina com a minha busca.

Abandonei a busca exagerada pela superioridade. A busca incansável pela excelência pelo hábito trazia muito mais aborrecimentos do que de fato riquezas. Amigos, oportunidades, esperanças, essência... se foram, dando lugar ao nascimento de outros. Acompanhei dolorosamente cada falecimento nos braços, e ansiosamente cada nascimento. Bendito é o ser humano que basta abrir os olhos para ser capaz de constatar de quanta beleza é cercado.

Hoje na busca pela paz, a superioridade me assombra. Ela exige que eu aceite-a muitas vezes entregando-se de presente. Evito-a. Aonde a brisa verde sussurra...

Para me encontrar, terá que vir aqui.

Me ache, Na Floresta.




segunda-feira, 20 de abril de 2009

Vocês pensam que tocam o tambor... mas é o tambor que toca vocês.

terça-feira, 14 de abril de 2009

segunda-feira, 30 de março de 2009


O verdadeiro simbolismo da Flor de Lotus é o de demonstrar , na prática, a possibilidade de transformarmos o nosso lado negativo em algo puro e belo , diariamente, silenciosamente e com toda a tranqüilidade.

Tal como o lótus que cresce da escuridão do lodo para a superfície, abrindo as flores somente após ter-se erguido além da superfície da água. Suas flores ficam livres do lodo e da água que as nutriram.

Pura e límpida como tivesse sido gerada em uma incubadora esterilizada.

Do mesmo modo a mente expande suas verdadeiras qualidades (as pétalas) após ter-se erguido dos fluidos turvos da paixão e da ignorância. Transformando o poder tenebroso da profundidade no puro néctar radiante da Consciência Iluminada, a flor de lótus (Padma ou Pema).
Postado por Lica Veríssimo às 11:19

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Pra que mexer em algo tão certo...?

É espantoso como esse conhecimento serve e engrandece qualquer COISA!

sábado, 28 de março de 2009

Ficamos debatendo detalhes curiosos, resultados de visões adquiridas por falta de comunicação. Quanto mais andamos aprendemos que por mais clara que sejam as colocações existirão sempre dúvidas.

O impacto foi grande. Balancei de um lado ao outro e só pude ver confusão.

Ser melhor dia-apos-dia é um mantra que devemos cantar três vezes por hora. O problema é q cantando ou não, ainda existe possibilidade de no final ser o vilão da historia.