sábado, 19 de setembro de 2009

Revirando folhas secas, encontrei um antigo conto...

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Não Conheço Títulos
Um dia, o grande general Kitagaki foi visitar seu velho amigo, o superior do templo Tofuku. Ao chegar, disse a um noviço de forma algo desdenhosa como comumente se dirigia às pessoas que considerava seus subordinados no exército:
"Diga ao Mestre que o grande general Kitagaki está aqui."
O noviço foi ao seu mestre e disse:
"Mestre, o Grande General Kitagaki está aqui."
O mestre respondeu:
"Não conheço Grandes Generais."
O noviço voltou à presença do militar com o recado enquanto o velho sábio observava do pórtico:
"Desculpe, o mestre não pode vê-lo. Ele não conhece nenhum Grande General."
O General inicialmente ficou surpreso, depois indignado, e finalmente compreendeu. Humildemente disse ao noviço:
"Desculpe minha arrogância. Por favor, diga-lhe que Kitagaki deseja vê-lo."
O monge assim o fez. Logo, o mestre aproximou-se com um sorriso e cumprimentou:
"Ah, Kitagaki! Há quanto tempo! Por favor, entre."

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"Eis aqui, na Luz e Vida Infinitas, o teu refúgio, o teu abrigo e apoio".

Um amigo me fez acordar mais uma vez para uma coisa. Namu Amida Butsu. Podemos acreditar que na rotina e banalização de nosso cotidiano vivemos em constante estado de sono. Como se andassemos mais sonambulos do que realmente acordados. Defesa? Talvez... Já sentiu as vezes vontade de chorar do nada...? Talvez nesse exato momento tenha despertado, e mesmo sem saber continua lutando para continuar dormindo.

sábado, 12 de setembro de 2009

Algumas coisas ficam do avesso.

Muitas pessoas buscam aquilo no que tem maior habilidade físico\mental. Como se o dom que cada um nasce não pudesse ser “desperdiçado”. Isso é uma atitude extremamente inteligente diante de vários pontos de vista. Uma máquina criada por nós chamada computador faz isso facilmente. Mas e o nosso espírito? E a nossa essência figurada ou até mesmo sombreada no instinto.

Claro que existem pessoas que nascem com “aquela ou essa” pré-disposição, mas tenho certeza que a maioria por tanto buscar aquilo acaba aprimorando-a de tanto fazer e até mesmo sonhar. Não o contrário como grande parte de nossa sociedade prega: “Estou nesse nível porque tenho facilidade e pré-disposição”.

Sou fruto do meu esforço. Se estou conseguindo fazer algo bem não é porque sou magro, leve, minhas juntas adaptadas... Mas sim porque suo muitas vezes mais que todos juntos na busca pela perfeição de uma ação. Preencho uma simples coisa com muita paixão e energia, e quando menos se espera lá estou eu me superando mais uma vez. Querer é poder!

Faça isso! Supere-se em tudo que faz. Algumas pessoas vão dizer que tem um dom, outras vão dizer que tem uma habilidade inata ou até minimizarem suas conquista baseada numa comparação inapropriada como : “Você está numa hora mais apropriada para aprender...” É do ser humano esquivar-se das conquistas alheias justificando impossibilidades ou vantagens, tudo isso porque no íntimo de cada um, existe a compreensão de que tudo é possível.

Enfim... Tendo ou não tendo um dom, ou nascendo ou não para aquilo... Acredite! Assim quem sabe, nós consigamos despertar realmente algo dentro nós.

O Dom do NUNCA DESISTIR!

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SAISHIN KATSU GOUTAN

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Remember remember and never forget
All of your life has all been a test
You will find the gate that's open
Even though your spirit's broken

Open up my heart
And close my lips to speak
In the heaven and the stars
Down to earth for me

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Valorizar os detalhes é muito importante.
Mas tolo é aquele que pensa ser capaz de filtrar o que é realmente importante.

A verdadeira simplicidade consegue ser doce e implacável.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Dois fragmentos.
Conselho: não mergulhe muito fundo...

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Fernando Pessoa, - Fragmento 46 - Livro do Desassossego
"Releio passivamente, recebendo o que sinto como uma inspiração e um livramento, aquelas frases simples de Caeiro, na referência natural do que resulta do pequeno tamanho de sua aldeia. Dali, diz ele, porque é pequena, pode ver-se mais do mundo do que da cidade; e por isso a aldeia é maior que a cidade...
"Porque eu sou do tamanho do que vejo E não do tamanho da minha altura."
Frases como estas, que parecem crescer sem vontade que as houvesse dito, limpam-me de toda a metafísica que espontaneamente acrescento à vida. Depois de as ler, chego à minha janela sobre a rua estreita, olho o grande céu e os muitos astros, e sou livre com um esplendor alado cuja vibração me estremece no corpo todo.
"Sou do tamanho do que vejo!" Cada vez que penso esta frase com toda a atenção dos meus nervos, ela me parece mais destinada a reconstruir consteladamente o universo. "Sou do tamanho do que vejo!" Que grande posse mental vai desde o poço das emoções profundas até às altas estrelas que se reflectem nele e, assim, em certo modo, ali estão.
E já agora, consciente de saber ver, olho a vasta metafísica objectiva dos céus todos com uma segurança que me dá vontade de morrer cantando. "Sou do tamanho do que vejo!" E o vago luar, inteiramente meu, começa a estragar de vago o azul meio-negro do horizonte.
Tenho vontade de erguer os braços e gritar coisas de uma selvageria ignorada, de dizer palavras aos mistérios altos, de afirmar uma nova personalidade larga aos grandes espaços da matéria vazia.
Mas recolho-me e abrando-me. "Sou do tamanho do que vejo!" E a frase fica sendo-me a alma inteira, encosto a ela todas as emoções que sinto, e sobre mim, por dentro, como sobre a cidade por fora, cai a paz indecifrável do luar duro que começa largo com o anoitecer."

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Fernando Pessoa, - Fragmento 39 - Livro do Desassossego
"Pesa-me, realmente me pesa, como uma condenação a conhecer, esta noção repentina da minha individualidade verdadeira, dessa que andou sempre viajando sonolentamente entre o que sente e o que vê."

domingo, 23 de agosto de 2009

Oração a São Jorge

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.

Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.

Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

São Jorge Rogai por Nós.

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Adoro essa oração...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Na floresta, me achei.

Muitas vezes precisamos andar por caminhos perigosos. As vezes para ter saudade da paz, outras para completar nossa ânsia por ser maiores. Acredito que a busca por obstáculos está no nosso sangue, é muitas vezes preferimos chamar isso de intuição.

Preencho essa página com resultados de uma avaliação constante. Meus atos conflitantes com as virtudes exaltadas pelos homens são reconhecidos dia após dia. E porque na floresta? Seu silencio combina com a minha busca.

Abandonei a busca exagerada pela superioridade. A busca incansável pela excelência pelo hábito trazia muito mais aborrecimentos do que de fato riquezas. Amigos, oportunidades, esperanças, essência... se foram, dando lugar ao nascimento de outros. Acompanhei dolorosamente cada falecimento nos braços, e ansiosamente cada nascimento. Bendito é o ser humano que basta abrir os olhos para ser capaz de constatar de quanta beleza é cercado.

Hoje na busca pela paz, a superioridade me assombra. Ela exige que eu aceite-a muitas vezes entregando-se de presente. Evito-a. Aonde a brisa verde sussurra...

Para me encontrar, terá que vir aqui.

Me ache, Na Floresta.




segunda-feira, 20 de abril de 2009

Vocês pensam que tocam o tambor... mas é o tambor que toca vocês.